Roteiro de surfe em Itacaré: cinco dias, cinco picos
Se você veio pela previsão

Itacaré cresceu por causa do surfe: a vila estava esvaziada depois da queda do cacau quando os primeiros surfistas chegaram e ficaram. Sobrou uma cidade pequena com oito picos numa faixa curta de litoral, cada um pedindo uma condição diferente. O roteiro vai de um a outro na ordem em que a semana costuma abrir.
- Quantas noites
- 5 a 8 noites
- Quando funciona
- Maio a setembro
- O que pede
- Carro, prancha e disposição para acordar cedo
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Foto: Márcio Filho/MTur. Dia 1
Tiririca
Chegada e reconhecimento. A Tiririca funciona quase todos os dias do ano, e é por ela que se lê a semana: direita e esquerda rápidas, ocas e curtas, a direita mais tubular do lado da Costa e a esquerda mais longa do lado do Resende.
Tem corrente cruzada, que empurra para as pedras dos dois lados, e é o pico mais frequentado da região. Do hotel, são sete minutos de carro.
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Foto: Teles. Dia 2
Engenhoca
Se o vento estiver nordeste. A baía é protegida dele, o canal de entrada à esquerda é fácil e a onda é cheia e longa, a de longboard daqui. Quando o swell vira leste e sudeste, ela balança.
O carro para na BA-001 e são uns vinte minutos de caminhada até a areia, com a prancha debaixo do braço.
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Foto: Lauro Sirgado, CC BY-SA 3.0. Dia 3
Itacarezinho
Dez quilômetros de praia aberta, com vários picos de fundo de areia. Ao sul do restaurante fica a Pedra Preta, a direita de pedra, que fica perfeita em condição típica de verão. Melhor sem vento.
Dá para almoçar na própria praia e voltar para a água à tarde.
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Foto: Márcio Filho/MTur. Dia 4
Jeribucaçu ou Prainha
Escolha pelo tamanho. Jeribucaçu precisa de três a quatro pés e é onda de inverno: direita curta e pesada, esquerda longa, canal de entrada à direita, junto às pedras. Fica vazio quase o ano todo por causa do acesso.
A Prainha é a onda mais cobiçada da região quando entra: esquerda tubular no canto esquerdo com nordeste no verão, direita pesada e rasa no canto direito com sul no inverno. Chega-se por meia hora de trilha saindo da Ribeira. As duas são para quem já surfa há tempo.
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Foto: Otávio Nogueira, CC BY 2.0. Dia 5
Boca da Barra, ou a volta à Tiririca
Se o swell de sul chegou, Pontal e Boca da Barra acordam. A Boca da Barra é a onda da foz do rio, das mais cheias e longas daqui, e depende do banco de areia, que muda. O Pontal fecha tubo seco nas bancadas rasas do inside, sem canal de entrada e com correnteza forte: sair da água é a parte difícil.
Se o swell não chegou, a Tiririca de manhã cedo.
Antes de ir
A época
De maio a setembro, com os swells de leste e de sudeste, quando os picos mais pesados acordam e a vila está na baixa temporada. A Tiririca quebra quase o ano inteiro, então nenhuma viagem aqui é aposta total.
De dezembro a fevereiro o vento nordeste domina e a ondulação é irregular. Nesses meses, venha pela praia e trate a onda como bônus.
O oitavo pico
Corais, logo depois do morro que protege a Concha, abre tubos para os dois lados sobre fundo de coral, com swell limpo e sólido de leste, na maré seca. Não tem canal, e a remada de volta é toda sua.
Prancha, conserto e aula
Itacaré tem loja de prancha na orla do centro, escolas com aluguel por dia, semana e mês (algumas entregam a prancha onde você estiver) e oficina de conserto. A Associação de Surf de Itacaré fica na Tiririca e organiza os campeonatos. A recepção passa os contatos.
Para a primeira aula, a Engenhoca e a Concha, com escola.
Carro
A pé não dá: do hotel às praias de surfe são sete minutos de carro, com subida longa e rua de terra sem calçada. Quem vem sem carro combina o transfer com a recepção antes de chegar.
As praias, as estações e como chegar estão em O que fazer em Itacaré.