Itacaré em quatro dias, sem pressa
Se você veio pela paisagem e pela mesa

Uma coisa por dia, e a tarde de volta no alto. As listas de o que fazer em Itacaré têm vinte itens, e vinte itens em quatro dias é logística. Este ritmo funciona melhor em abril, maio, setembro e outubro, com calor sem o pico do verão e a vila com quem mora aqui.
- Quantas noites
- 4 a 5 noites
- Quando funciona
- Abril, maio, setembro e outubro
- O que pede
- Carro ou transfer, e vontade de fazer uma coisa só por dia
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Foto: Márcio Filho/MTur. Dia 1
Chegar, e não fazer muito
De Ilhéus são cerca de 70 km pela BA-001, de uma hora e meia a duas horas de carro, e isso já é meio dia.
À tarde, a Praia da Concha, a 1,8 km do hotel: enseada abrigada, mar quase sem onda, bar na areia, stand up paddle e caiaque. No fim da tarde, a Ponta do Xaréu, no alto da Concha, com a linha das praias e a barra do rio na frente. Jantar na vila ou no Nibs.
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Foto: Otávio Nogueira, CC BY 2.0. Dia 2
Itacarezinho o dia inteiro
A praia ao sul que justifica pegar o carro e ficar: areia clara, coqueiral, mar verde com onda e extensão para caminhar meia hora sem encontrar ninguém. Tem restaurante e estacionamento na própria praia.
Quem quiser uma versão mais isolada troca por Engenhoca, Havaizinho ou Camboinha, no mesmo trecho, com uns vinte minutos de caminhada leve depois da estrada. Na maré baixa, a água fica presa entre as pedras.
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Foto: Marinelson Almeida, CC BY 2.0. Dia 3
Água doce e mata
A Cachoeira do Tijuípe fica na BA-001, entre Itacaré e Serra Grande: trilha curta e fácil, queda de uns quatro metros de altura por quinze de largura e um poço bom de banho. Fica em propriedade privada, com taxa de entrada e restaurante.
A da Usina é a alternativa mais quieta: quinze minutos de caminhada leve pela mata até um poço natural, e a mesma trilha segue por mangue até Jeribucaçu. A tarde volta para o alto.
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Foto: Lucrilhas, CC BY-SA 4.0. Dia 4
O cacau
Na estrada de Taboquinhas, a cerca de meia hora de carro, fazendas recebem visita e mostram o caminho inteiro do fruto até a barra: a cabruca, que é o cacau plantado à sombra da Mata Atlântica, a fermentação nas caixas de madeira, a secagem ao sol e a degustação no fim.
Algumas têm trilha, pomar e poço natural no mesmo terreno. Cada fazenda tem o seu dia, e a recepção marca a visita.
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Foto: Otávio Nogueira, CC BY 2.0. Dia 5, se sobrar
Maraú, ou o rio
Duas escolhas de dia inteiro. A Península de Maraú, com as piscinas naturais de Taipus de Fora, que só aparecem na maré baixa: de lancha rápida, a travessia até Barra Grande leva meia hora; de carro, umas duas horas, boa parte em estrada de terra.
Ou o rio de Contas, subido de lancha pequena ou de canoa até o manguezal, onde ficam os caranguejos e as garças.
Antes de ir
Carro
Para as praias do centro, não precisa: elas se ligam por uma trilha à beira-mar. Para Itacarezinho, as cachoeiras e as fazendas, sim, ou o transfer que a recepção combina.
Fora deste ritmo
Arvorismo, tirolesa e rapel existem aqui e são bons, e não cabem num roteiro de uma coisa por dia. De dezembro a fevereiro tudo isto continua existindo, com o dobro de gente.
As praias, as estações e como chegar estão em O que fazer em Itacaré.